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Cartazes
Cartazes da LCI, do PSR e outros colectivos
As paredes das cidades tornaram-se um espelho da situação política.
Para a LCI e mais tarde para o PSR, os cartazes eram exemplos de
criação artística, oportunidades para a partilha entre trabalho
intelectual e trabalho manual, de ocupação do espaço público e
visibilidade das suas propostas e posições.
A receita da cola, feita com farinha cozida em soda-cáustica, continua a ser utilizada.
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Murais
Murais do PSR, anos 90.
A pintura de murais era uma forma de propaganda política no tempo em que a publicidade em outdoors ainda não tinha invadido o espaço público das cidades. O PSR recuperou para os anos 90 essa prática, numa altura em que as melhores paredes já não eram disputadas ao centímetro pelas mensagens das várias forças políticas, mas antes pelos tags e graffittis dos grupos juvenis.
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Autocolantes
Autocolantes do PSR, anos 90.
Um dos materiais mais usados nas campanhas - eleitorais ou temáticas - os autocolantes eram impressos em gráfica ou na policopiadora, o que permitia a intervenção política "na hora" em manifestações estudantis, por exemplo. A série de autocolantes da "Ovelha Negra" (legislativas '91) marcou a imagem do partido daí em diante.
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Imprensa
Capas de jornais e revistas publicadas pela LCI/PSR
Acompanhando a história da organização, desde a fundação até hoje, o
jornal foi muito mais do que um órgão oficial. Organizador e pretexto
para acção, foi reflexo da actividade e do debate, forma de estabelecer
contacto e traçar projectos. Foi a face visível, por vezes única, de um
trabalho quotidiano de reflexão e intervenção na realidade do país.
Com uma estrutura redactorial autónoma, reforçada a partir de 1987, o
jornal identificava o partido, nos temas a debate e nas formas de o
fazer, no trabalho de pensar a esquerda e de participar na sua
renovação.
Resultado do trajecto de uma corrente política e das organizações e
grupos que lhe deram origem, foi também o grafismo, as festas, os
textos, os desenhos, os debates e o trabalho de todas as pessoas que
nele alguma vez participaram.
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Intervenção feminista
Contra o machismo, pela legalização do aborto.
A luta feminista faz parte da história desta corrente política desde a sua fundação. As militantes da LCI e do PSR participaram em movimentos unitários pela legalização do aborto, desde a campanha pela absolvição de Conceição Massano até ao referendo de 1998 e, já com o Bloco de Esquerda, no referendo de 2007 que acabou por fim com a vergonha da criminalização das mulheres portuguesas.
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GTH/PSR
Grupo de Trabalho Homossexual do PSR
O GTH/PSR foi fundado em 1991, na sequência da intervenção política do PSR no combate à discriminação e à batalha pelos direitos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros). Pela primeira vez em Portugal, as reivindicações LGBT ganharam uma expressão política organizativa e uma presença pública que acabou de vez com a "invisibilidade" do movimento. Através do PSR, há muito que já tinham deixado de ser assunto tabu nas campanhas eleitorais. Anos depois, muitos dos activistas do GTH formaram e participam hoje em colectivos de intervenção LGBT com peso no movimento social.
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Jovens do PSR / Publicações
Capas de publicações dos jovens do PSR.
Quase todos jovens estudantes, os fundadores e dirigentes nos anos 70
imaginavam uma estrutura de juventude paralela, autónoma e onde o
recrutamento pudesse ter regras mais flexíveis. Com dificuldades, a
autonomia foi existindo, reflectida em siglas e em publicações
dirigidas a um público essencialmente estudantil. Mas com os anos 80,
tornou-se claro que a intervenção de todo o partido teria que ser
partilhada pelos jovens uma vez que uma parte importante dessa
intervenção tinha como destinatários principais os jovens. Foi assim
abandonada a ideia de organização autónoma de juventude e o PSR passou
a ter uma sector jovem, com finanças e estruturas de direcção própria.
Nestes 30 anos, a juventude foi o partido, construiu-o, e marcou
definitivamente o PSR, e antes a Liga, como organização onde o
paternalismo não teve, nem tem, lugar.
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