Fotogalerias

Jornal da Liga Comunista Internacionalista (1973-1978)

Jornal do Partido Revolucionário dos Trabalhadores (1974-1978)

Acompanhando a história da organização desde a fundação, o jornal “Combate Operário” foi muito mais do que um órgão oficial do PSR.

Organizador e pretexto para ação, o jornal “Combate” foi reflexo da atividade e do debate, forma de estabelecer contacto e traçar projetos. Foi a face visível, por vezes única, de um trabalho quotidiano de reflexão e intervenção na realidade do país. Com uma estrutura redatorial autónoma, reforçada a partir de 1987, o jornal identificava o partido, nos temas a debate e nas formas de o fazer, no trabalho de pensar a esquerda e de participar na sua renovação. Resultado do trajeto de uma corrente política e das organizações e grupos que lhe deram origem, foi também o grafismo, as festas, os textos, os desenhos, os debates e o trabalho de todas as pessoas que nele alguma vez participaram.

A luta feminista faz parte da história desta corrente política desde a sua fundação. As militantes da LCI e do PSR participaram em movimentos unitários pela legalização do aborto, desde a campanha pela absolvição de Conceição Massano até ao referendo de 1998 e, já com o Bloco de Esquerda, no referendo de 2007 que acabou por fim com a vergonha da criminalização das mulheres portuguesas.

O GTH/PSR foi fundado em 1991, na sequência da intervenção política do PSR no combate à discriminação e à batalha pelos direitos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros). Pela primeira vez em Portugal, as reivindicações LGBT ganharam uma expressão política organizativa e uma presença pública que acabou de vez com a "invisibilidade" do movimento. Através do PSR, há muito que já tinham deixado de ser assunto tabu nas campanhas eleitorais. Anos depois, muitos dos activistas do GTH formaram e participam hoje em colectivos de intervenção LGBT com peso no movimento social.

A juventude marcou definitivamente o PSR, e antes a Liga, como organização onde o paternalismo não tem lugar. Quase todos jovens estudantes, os fundadores e dirigentes nos anos 70 imaginavam uma estrutura de juventude paralela, autónoma e onde o recrutamento pudesse ter regras mais flexíveis. Com dificuldades, a autonomia foi existindo, reflectida em siglas e em publicações dirigidas a um público essencialmente estudantil. Mas com os anos 80, tornou-se claro que a intervenção de todo o partido teria que ser partilhada pelos jovens uma vez que uma parte importante dessa intervenção tinha como destinatários principais os jovens. Foi assim abandonada a ideia de organização autónoma de juventude e nos anos 90 o PSR passou a ter um sector jovem, com finanças e estruturas de direcção própria.

A pintura de murais era uma forma de propaganda política no tempo em que a publicidade em outdoors ainda não tinha invadido o espaço público das cidades. O PSR recuperou para os anos 90 essa prática, numa altura em que as melhores paredes já não eram disputadas ao centímetro pelas mensagens das várias forças políticas, mas antes pelos tags e graffittis dos grupos juvenis.

Um dos materiais mais usados nas campanhas - eleitorais ou temáticas - os autocolantes eram impressos em gráfica ou na policopiadora, o que permitia a intervenção política "na hora" em manifestações estudantis, por exemplo. A série de autocolantes da "Ovelha Negra" (Legislativas 1991) marcou a imagem do partido daí em diante.